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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

a meu derredor

a meu derredor
as paredes conversam segredos
sozinho, solitário, abandonado
até por meus medos

o som das paredes se perde
na ruína que resta de mim
pelo estrago das horas passadas
na busca por um fim

espero pelo dia da minha vida
em que toda minha vida esteja morta
enquanto lastimo profundamente
o insuportável silêncio da porta

sexta-feira, 10 de julho de 2009

cópia da que copia

Fito naquela garota
que na máquina copiadora
um livro aberto copia, à toa...

Parece ter a mesma cegueira que a máquina tem.
Ocupada em seu ofício,
nem um olhar à obra se atém!

Enquanto a máquina copia,
ela se mantém vazia
sem os sonhos de alguém...

terça-feira, 16 de junho de 2009

não acredito mais nas flores

não acredito mais nas flores
apenas nos espinhos
não acredito mais nos sonhos
apenas durmo sozinho

a incredulidade descrente
absorvida por mim
não creio nos meios
procuro por um fim

não acredito nas rosas
e por que deveria?
se a crença cega
é também vazia

não acredito mais nas flores
que repousam no jardim
deixei de crer na sorte
deixei de crer em mim

By the way, visitem minha página no site Garganta da Serpente.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

sentimento

Há algo vazio em tudo
Há um nada transbordando em mim
Há uma razão no absurdo
Há um princípio no fim

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

despretensioso

Quem sabe
despejo a pecha
de desleixado
e deixo de lado
a Vida.
Desperto
do outro lado
disperso e desesperado,
desiludido e desavisado,
distante
de todo disparate.