domingo, 14 de junho de 2009

os vícios nossos de cada dia (ou são tantas vidas que eu nem sei qual é a real)

Às vezes eu esqueço que tenho blog, às vezes eu esqueço que eu existo. Quando a segunda coisa acontece eu me apego à internet e suas maravilhosas ferramentas (Orkut, Twitter e etc...) e/ou a um bom sonho, com vários ingredientes de aventura e sci-fi. Mas a primeira coisa é sempre a mais comum a acontecer. Eu tenho preguiça de escrever. Pronto, falei. Só isso justifica o fato de meu blog ser tão preterido.

Eu escrevo praticamente todos os dias no Twitter. Eu escrevo obrigatoriamente todos os dias no Orkut. Eu comento em blogs e sites de outrem. Meu blog se pergunta "Ó, meu dono, por que me abandonaste?". Não sei te responder, ó filho preterido, já disse que tenho preguiça de escrever. Não que eu não saiba fazê-lo. Até acho que sei. Ou não? Sei lá. Bom, uma coisa é inegável, um blog é algo pessoal e muito mais íntimo que um Orkut ou Twitter da vida. No Orkut, os posts se perdem na multidão, no Twitter, aparentemente, apenas os amigos verão o que foi escrito. Mas aqui, não. As pessoas que aqui entram, supondo que alguém entra aqui, esperam ler algo edificante, renovador e/ou engraçado. E aí, que está o big deal, meu caro blog. Eu não sei se sou capaz para tanto. "Mas peraí, o medo da incompetência, de não ser aceito, não é a causa da sua fuga para este mundo virtual", diria meu perspicaz filho virtual. Tendes razão (já dizia o Conde Maurício de Belmont).

A verdade é que quando a vida não está tão boa assim, apela-se para um subterfúgio, um algo que se quer dizer, mas não há ninguém para ouvir. É claro que às vezes estamos bem e também sentimos necessidade disso, de um complemento. Ah, a vaidade. É essa maldita virtude (?) que nos leva a arriscar, a dar a cara a bater e, objetivo conquistado, aparecer. "Então, se assim me permite dizer, com todo respeito, meu caro pai, se tiveste coragem de ir no botão 'Criar blog' e quiseste te expor desta maneira, assume a bronca!". É verdade, de novo! Nossa, meu blog está impossível hoje. Já aprendi muito com o Orkut, até já me diverti com o Twitter, mas o meu Blog (terei de pôr a maiúscula) nunca tinha falado comigo assim antes, jogando verdades na cara. "Quem te pariu que te embale", diria a minha mãe, a avó do dito cujo. E tem razão.

Cada conta que criamos, cada site que logamos é uma vida nova que se cria. E qualquer tentativa de deixá-la de lado é tão dolorosa quanto uma mutilação. Tens razão, meu filho, terei de te dar atenção daqui pra frente. Terei de exibir a minha vaidade, veias abertas a todos (aqueles que se aventurarem, é bem verdade). É assim nossa natureza, quem não aparece não é lembrado. Às vezes quem aparece, se desmerece. Porém o risco é tudo, para se achar vivo. Até que o LogOut nos separe.

PS: Devo a ressucitação do meu blog à Freak. Ela me mandou um selo, em homenagem a este humilde espaço. Eu teria que repassá-lo a cinco outros endereços. Mas quebrarei a corrente. Gosto mesmo é de nadar contra ela.

Quem quiser conhecer minhas "outras vidas", aí vai:
Twitter
Orkut

5 comentários:

Freak disse...

Chato!!!

(porque sim!!!)

:D

Leonardo disse...

Bom post. Como blogueiro dá pra se identificar com muito do que escreveste.

disse...

adorei! bjao moço

Paulo Olmedo disse...

Obrigado, pessoal, pelo apoio e "audiência"...

Claudia Jane Maydana disse...

CONCORDO
É DIFÍCIL SER FREQUENTE, COMPROMISSADO COM UM BLOG... PRINCIPALMENTE QUANDO A VIDA JÁ NOS COLOCA EM TANTOS COMPROMISSOS... SEMPRE INADIÁVEIS!
ATÉ TENTEI DAR OUVIDOS AO CRONISTA GALVANI (APRESENTOU PALESTRA PRO CURSO HISTÓRIA DA LITERATURA/FURG)... ELE DISSE: "CADA DIA, UMA LINHA. UMA LINHA QUE SEJA, MAS TODOS OS DIAS" - DIFÍCIL PRA CARAMBA! PRA SER ASSIM, TEM QUE VIRAR O "WARRIOR" DAS LETRAS...